Rainha Elizabeth II, a monarca britânica mais longeva da história, morre aos 96 anos

A rainha Elizabeth II morreu nesta quinta-feira, 8, informou o Palácio de Buckingham. De acordo com o anúncio da Casa Real, Elizabeth morreu de maneira tranquila no Castelo de Balmoral, na Escócia, onde costuma passar o verão, acompanhada dos príncipes William e Charles, agora rei do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte.

Charles, de 73 anos, e o filho dele, William, de 40 anos, viajaram a Balmoral, que fica 800 km ao norte de Londres. O príncipe Harry está a caminho da Escócia, sem a companhia da mulher, Meghan Markle.

“Após uma avaliação mais aprofundada nesta manhã, os médicos da rainha estão preocupados com a saúde de Sua Majestade e recomendaram que ela permaneça sob supervisão médica”, disse mais cedo um aviso divulgado pela Casa Real sobre a saúde da rainha. Sua morte foi confirmada no começo desta tarde, no horário de Brasília.

15h49
08/09/2022

Biden chama Elizabeth II de ‘Estadista de dignidade e constância inigualáveis’ e Trump elogia ‘legado’ da monarca

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, lamentou a morte da rainha do Reino Unido, Elizabeth II, e afirmou que a monarca britânica foi uma “estadista de dignidade e constância inigualáveis”.

“A rainha Elizabeth II foi uma estadista com uma dignidade e constância inigualáveis, que aprofundou a aliança fundamental entre o Reino Unido e os Estados Unidos”, disse em um comunicado. E completou: Ela ajudou que nossa relação fosse especial”.

Mais cedo, antes do anúncio da morte da rainha, Biden havia dito à primeira-ministra do Reino Unido, Liz Truss, que os pensamentos dele e da primeira-dama, Jill Biden, estavam com a rainha e a família real.

O presidente americano também afirmou estar ansiava continuar sua “estreita amizade” com o novo rei, Charles III.

Ex-presidentes dos EUA também lamentaram a morte da monarca britânica. Donald Trump aproveitou a data para elogiar o “extraordinário legado de paz e prosperidade” deixado por Elizabeth, afirmando se tratar de um reinado “histórico e excepcional. Barack Obama, antecessor de Trump na Casa Branca, afirmou que o reinado de Elizabeth ficou marcado “pela graça, elegância e um inalterável sentido de dever”.

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Charles vai assumir nome real de Charles III

O novo rei britânico, até agora conhecido como príncipe Charles, vai adotar o nome de Charles III, anunciou nesta quinta-feira, 8, Clarence House. Charles, de 73 anos, tornou-se rei automaticamente depois que sua mãe, a rainha Elizabeth II, faleceu em seu castelo Balmoral, na Escócia, e sua esposa, Camilla, tornou-se rainha consorte.

Já tratado como “rei consorte” pela família real no comunicado de falecimento da rainha, Charles já vinha substituindo a rainha em algumas aparições públicas – inclusive durante o Jubileu de Platina da rainha.

Em seu primeiro discurso como monarca, Charles qualificou a morte de sua mãe como um “momento de grande tristeza” que será sentido “em todo o mundo”.

“A morte da minha querida mãe, Sua Majestade a rainha, é um momento de grande tristeza para mim e para todos os membros da minha família. Choramos profundamente a perda de uma soberana e uma mãe muito querida. Sei que sua perda será sentida profundamente em todo o país, os reinos e a Commonwealth, assim como por inúmeras pessoas em todo o mundo”, disse o rei de 73 anos em um comunicado.

Antes de morrer, Elizabeth II enviou mensagem ao Brasil pelos 200 anos da Independência

O Brasil foi o destinatário de uma das últimas mensagens oficiais da rainha Elizabeth II. Nesta quarta-feira, 7, a monarca britânica encaminhou uma mensagem destinada “ao povo da República Federativa do Brasil”, parabenizando os brasileiros pelos 200 anos de independência de Portugal. A mensagem foi uma das últimas comunicações oficiais da rainha, que figurou como chefe de Estado do Reino Unido e de outros 14 países durante mais de 70 anos, desde 6 de fevereiro de 1952.

“Em meio à celebração da importante ocasião dos 200 anos de independência, gostaria de parabenizar Vossa Excelência e enviar minhas felicitações ao povo da República Federativa do Brasil, lembrando com carinho da minha visita ao país, em 1968. Que continuemos trabalhando com esperança e determinação para superar os desafios globais juntos”, dizia a mensagem, que foi reproduzida pela encarregada de negócios interina do Reino Unido no Brasil, Melanie Hopkins.

Com informações do Estadão e do G1

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