Rússia alerta para “perigo real” da Terceira Guerra Mundial

Terceira guerra mundial? Agora quem alerta para o risco é a Rússia. Veja o que disse o chanceler de Putin

 

Enquanto isso, o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, está em Moscou para reunir-se com Vladimir Putin

Guerra e mercado financeiro

Primeiro a advertir para risco de terceira guerra mundial foi alto general dos EUA.

O primeiro a chamar a atenção para o risco de a invasão da Ucrânia pela Rússia sair de controle e derivar na terceira guerra mundial foi o general Mark Milley, presidente do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA.

Agora é a vez de o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, lançar uma advertência no mesmo tom. Mas não só. Se uma terceira guerra mundial ocorrer, há o risco real de um conflito nuclear, acrescentou ele.

Em entrevista à mídia russa, o chanceler disse que os riscos de uma guerra nuclear agora são muito significativos e não devem ser subestimados, disse o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, a um canal de TV russo na segunda-feira.

“O perigo é sério, é real, não pode ser subestimado”, declarou Lavrov. Ao mesmo tempo, porém, ele admite a possibilidade de os riscos estarem sendo “artificialmente” inflados.

Mas a terceira guerra mundial vem mesmo?

Os comentários de Lavrov vêm à tona em um momento no qual os Estados Unidos falam abertamente que desejam ver a Rússia “enfraquecida”.

James Heappey, subsecretário de governo do Reino Unido para as Forças Armadas, desqualificou a fala do chanceler russo como “bravata”.

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, disse que Lavrov estava tentando “assustar o mundo”.

Esforços diplomáticos continuam

Enquanto isso, o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, desembarcou em Moscou para um encontro com o presidente russo, Vladimir Putin.

A expectativa é de que as conversas entre Putin e Guterres se concentrem na situação Mariupol, onde, apesar de terem declarado uma vitória, as forças russas não conseguiram tomar a siderúrgica Azovstal.

Um bom ator

Na entrevista à mídia russa, Lavrov também abordou as perspectivas diplomáticas. “A boa vontade tem limites. Quando não há reciprocidade, o processo de negociação é prejudicado”, disse ele.

Os comentários foram dirigidos ao presidente da Ucrânia, Volodomyr Zelensky. Segundo Lavrov, a Rússia pretende manter os contatos com os ucranianos, ainda que Zelensky esteja “fingindo” que negocia.

“Ele é um bom ator”, disse Lavrov.

*Com informações da BBC e da CNBC.

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