SAÚDE OCULAR: Exposição às telas aumentou 62% e crescem casos de Síndrome da Visão de Computador

A pandemia da covid-19 trouxe uma série de hábitos e reforçou outros que podem afetar a saúde e qualidade de vida. O Estudo Longitudinal da Saúde do Adulto (Elsa – Brasil) apontou que o tempo de exposição às telas aumentou 62% nesse período. Uma das consequências da tendência é a ‘Síndrome da Visão de Computador’, transtorno caracterizado por dor de cabeça, cefaléia, enjoos, náuseas, olhos vermelhos e coceira ocular.

Atendendo há mais de 27 anos, o oftalmologista do Sistema Hapvida Breno Barth notou o aumento dos casos no seu consultório durante a pandemia. Ele acredita que o transtorno foi intensificado pelo modelo ‘home office’ e também pelo isolamento social. As crianças também podem ser acometidas pelo transtorno. As aulas, que passaram a ser no formato on-line, levaram a um maior tempo às telas, que também são utilizadas no momento de lazer.

“Muitas vezes, a pessoa passa o dia no computador e no final do dia fica no celular, aumentando o tempo de exposição e dormindo pouco, o que colabora”, pontua.

O especialista explica que o diagnóstico é feito com a descrição dos sintomas pelo paciente. “Além das dores de cabeça, irritação, lacrimejamento e coceira, pode haver ainda erros refracionais, como miopia e astigmatismo. Com o diagnóstico correto, conseguimos solucionar as duas coisas”, esclarece.

Após identificado o transtorno, o caminho para a cura é simples: a redução do uso das telas. Outras medidas também ajudam: uso de colírio lubrificante, piscar os olhos com frequência para minimizar o ressecamento e contemplar o horizonte. “A cada tempo de tela, é importante dar uma parada e olhar para o horizonte. Isso ajuda a relaxar a musculatura do globo ocular”, revela.

As recomendações também valem para quem não desenvolveu o transtorno, mas mantém uma rotina frequente com um computador, celular, tablet ou outro dispositivo. O oftalmo aponta que atualmente há programas que informam o tempo gasto no aparelho, o que pode ser uma ferramenta para limitar o hábito. Cabe aos pais também fazer esse controle com as crianças.

 

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