Veja lista de empresas bloqueadas por Alexandre de Moraes por suspeita de financiar atos antidemocráticos

Ministro determinou o bloqueio de contas de 43 empresas e pessoas que teriam financiado os bloqueios ilegais feitos em rodovias.

O ministro Alexandre de Moraes determinou, no último dia 12, o bloqueio de contas de 43 empresas e pessoas supostamente ligadas a atos antidemocráticos.

A decisão está sob sigilo e envolve empresas que teriam financiado os bloqueios ilegais feitos em rodovias e manifestações antidemocráticas e com pautas inconstitucionais em frente a quartéis do Exército.

Veja lista abaixo

Empresas

  • AGRITEX COMERCIAL AGRÍCOLA LTDA
  • AGROSYN COMÉRCIO E REP. DE INSUMOS AGRIC
  • ARRAIA TRANSPORTES LTDA
  • BANCO RODOBENS S.A
  • BERRANTE DE OURO TRANSPORTES LTDA
  • CARROCERIAS NOVA PRATA LTDA
  • CASTRO MENDES FÁBRICA DE PEÇAS AGRÍCOLAS
  • CERAMICA NOVA BELA VISTA LTDA
  • COMANDO DIESEL TRANSP E LOGÍSTICA LTDA
  • DALILA LERMEN EIRELI
  • DRELAFE TRANSPORTES DE CARGA LTDA
  • FERMAP TRANSPORTES LTDA
  • FUHR TRANSPORTES
  • GAPE SERVIÇOS DE TRANSPORTES LTDA
  • JR NOVELLO
  • KADRE ARTEFATOS DE CONCRETO E CONSTRUÇÃO
  • KNC MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO
  • LEONARDO ANTONIO NAVARINI E CIA
  • LLG TRANSPORTADORA LTDA
  • MR RODO IGUACU TRANSPORTES EIRELLI
  • MURIANA TRANSPORTES LTDA
  • MZ TRANSPORTES DE CARGA LTDA
  • P A REZENDE E CIA LTDA
  • POTRICH TRANSPORTES LTDA
  • SINAR COSTA BEBER
  • SIPAL INDUSTRIA E COMERCIO LTDA
  • TIRLONI E TIRLONI LTDA-ME
  • TRANSPORTADORA ADRIJ LTDA -ME
  • TRANSPORTADORA CHICO LTDA
  • TRANSPORTADORA LERMEN
  • TRANSPOSTADORA ROVARIS
  • TRR RIO BONITO
  • VAPE TRANSPORTES LTDA.

Nomes

  • AIRTON WILLERS
  • ALEXANDRO LERMEN
  • ARGINO PEDIN
  • ASSIS CLAUDIO TIRLONI
  • CAIRO GARCIA FERREIRA
  • DIOMAR PEDRASSANI
  • EDILSON ANONIO PIAIA
  • RAFAEL BEDIN
  • ROBERTA BEDIN
  • SERGIO BEDIN

Moraes manda bloquear contas de pessoas e empresas supostamente ligadas a atos antidemocráticos

Interdições ilegais em rodovias e manifestações foram feitas por apoiadores de Bolsonaro contra resultado das eleições. Decisão vale para 43 pessoas físicas e jurídicas.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de contas ligadas a 43 pessoas físicas e jurídicas suspeitas de ligação com atos antidemocráticos que questionam o resultado das eleições.

A decisão está sob sigilo, foi tomada no último dia 12 e abrange pessoas supostamente envolvidas nos bloqueios ilegais feitos em rodovias e manifestações antidemocráticas e com pautas inconstitucionais em frente a quartéis do Exército.

Pela decisão de Moraes, a Polícia Federal deve tomar o depoimento de todos os alvos no prazo de dez dias.

Conforme o ministro do STF, o bloqueio nas contas tem o objetivo de frear a utilização de recursos para financiar atos ilícitos e antidemocráticos.

“Verifica-se o abuso reiterado do direito de reunião, direcionado, ilícita e criminosamente, para propagar o descumprimento e desrespeito ao resultado do pleito eleitoral para Presidente e vice-presidente da República, cujo resultado foi proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral em 30/10/2022, com consequente rompimento do Estado Democrático de Direito e a instalação de um regime de exceção”, escreveu.

Ainda de acordo com o ministro, o deslocamento “inautêntico e coordenado” de caminhões para Brasília para “ilícita reunião nos arredores do Quartel General do Exército, com fins de rompimento da ordem constitucional” pode configurar o crime de Abolição Violenta do Estado Democrático de Direito (art. 359-L do Código Penal).

Apuração da PRF

Ainda na decisão, Alexandre de Moraes reforçou que a Polícia Rodoviária Federal apontou que empresários estariam financiado os atos antidemocráticos fornecendo estrutura completa com refeições, banheiros e barracas, por exemplo.

“O potencial danoso das manifestações ilícitas fica absolutamente potencializado considerada a condição financeira dos empresários apontados como envolvidos nos fatos, eis que possuem vultosas quantias de dinheiro, enquanto pessoas naturais, e comandam empresas de grande porte, que contam com milhares de empregados, sujeitos às políticas de trabalho por elas implementadas”, escreveu o ministro.

“Esse cenário, portanto, exige uma reação absolutamente proporcional do Estado, no sentido de garantir a preservação dos direitos e garantias fundamentais e afastar a possível influência econômica na propagação de ideais e ações antidemocráticas”, acrescentou.

Para o ministro, o exercício de greve, de reuniões e passeatas não pode ferir outros direitos coletivos.

“Os movimentos reivindicatórios de empregadores e trabalhadores – seja por meio de greves, seja por meio de reuniões e passeatas –, não podem obstar o exercício, por parte do restante da sociedade, dos demais direitos fundamentais, configurando-se, claramente abusivo, o exercício desses direitos que impeçam o livre acesso das demais pessoas aos aeroportos, rodovias e hospitais, por exemplo, em flagrante desrespeito à liberdade constitucional de locomoção (ir e vir), colocando em risco a harmonia, a segurança e a Saúde Pública, como na presente hipótese”, concluiu.

 

G1

 

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