A situação atual da legalização dos jogos de azar no Brasil
O Brasil é um país de carnaval, futebol e paixão — mas os jogos de azar estão proibidos há muitos anos. Oficialmente, pelo menos. Na prática, casas de apostas, cassinos online e loterias prosperam na informalidade. Agora, finalmente em 2025, o país começou a organizar esse caos. A Lei 14.790 legalizou o mercado de apostas esportivas, e os operadores agora são obrigados a pagar impostos, obter licença e garantir a integridade das operações.
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As casas de apostas saíram da sombra — e agora?
As apostas esportivas representam apenas a ponta do iceberg. Cassinos, bingos e clubes de pôquer ainda não são legalizados no país. Mas basta olhar para Las Vegas ou Macau: lá, os cassinos não são apenas lugares onde se gasta dinheiro — são destinos turísticos inteiros que movimentam bilhões. No Brasil, isso ainda é apenas uma ideia distante.
Os deputados parecem dispostos a aprovar os cassinos, mas o projeto de lei PL 2.234 está parado no Senado. Por quê? A justificativa oficial é a preocupação com o bem-estar da população. Segundo alguns senadores, o jogo arruína vidas e alimenta a criminalidade. Mas sejamos francos: cassinos ilegais já funcionam — a diferença é que o dinheiro deles não vai para o orçamento público, e sim para bolsos privados. Então talvez seja mais sensato legalizar e controlar?
Impostos, licenças e muito dinheiro
Se a lei for aprovada, os donos de cassinos deverão pagar uma licença trimestral de no mínimo 600 mil dólares. Além disso, será cobrado um imposto de 17% sobre a receita e 20% sobre os ganhos dos jogadores. Em teoria, isso representaria bilhões de dólares que poderiam ser investidos em saúde, esporte, educação — ou na construção de novos estádios de futebol.
Cassino como motor da economia?
Investidores já estão de olho: muitos gigantes internacionais do setor de jogos estão prontos para entrar no mercado brasileiro. Um grande número de cassinos online bem avaliados já opera no país. E o cenário é semelhante nos países vizinhos. De acordo com nossas fontes do site Respin, os redatores mal conseguem acompanhar a quantidade de novos cassinos online que precisam ser analisados. Isso mostra o ritmo acelerado de crescimento do setor. Especialistas do Paraguai, Uruguai, Argentina, Chile e Colômbia relatam o mesmo fenômeno.
No entanto, a legislação da maioria desses países ainda não permite que cassinos online atuem legalmente — e o mesmo vale para estabelecimentos físicos.
No fim das contas, trata-se de enormes complexos de lazer, hotéis cinco estrelas, restaurantes, shows com estrelas internacionais. Não são apenas salões de jogos — é uma indústria do entretenimento com potencial para gerar milhares de empregos.
O único problema é o adiamento constante da decisão sobre a legalização. Uns temem a degradação social. Outros não querem abrir mão dos lucros obtidos com operações ilegais. Enquanto isso, outros países apostam nos cassinos — e estão ganhando.
Será que o Brasil será a nova Las Vegas?
Quem decidirá é o Senado. Se votar a favor, o país poderá viver um boom do setor, atrair turistas e arrecadar bilhões em impostos. Se votar contra, tudo continuará como está: cassinos clandestinos, apostas obscuras e malas de dinheiro vivo sem destino declarado. Legalizar ou proibir? Enquanto o Brasil hesita na resposta, outros países já fizeram suas apostas.