Ex-chefão da F1 é condenado a 17 meses de prisão e R$ 4 bilhões

Promotor do caso, Richard Wright alegou que, em 2015, Bernie negou a existência das contas não declaradas ao governo e que mantinha somente um fundo em nome das filhas Deborah, Tamara e Petra Ecclestone. Questionado na época se possuía outros investimentos dentro ou fora do Reino Unido, o bilionário respondeu que não.

– O Sr. Ecclestone sabia que sua resposta poderia ter sido falsa ou enganosa. O Sr. Ecclestone não estava totalmente esclarecido sobre como a titularidade das contas em questão estava estruturada. Portanto, ele não sabia se era responsável por impostos, juros ou multas em relação aos valores que transitavam pelas contas. O Sr. Ecclestone reconhece que agiu errado ao responder às perguntas feitas, pois corria o risco de que o Ministério da Fazenda não prosseguisse com a investigação de seus negócios. Ele agora aceita que algum imposto é exigível em relação a essas questões – afirmou.

Ao proferir a sentença nesta quinta, o juíz Simon Bryan afirmou que a “infração é tão grave que nem uma multa nem uma ordem comunitária seriam apropriadas” e que “reconhece-se, com razão, que o limite de custódia foi ultrapassado”. No entanto , a decisão final considerou a saúde do acusado, a idade avançada e o fato de Ecclestone ser um réu primário.

O martelo foi batido e a Corte da Coroa de Southwark, no Reino Unido, condenou o ex-chefão da F1 Bernie Ecclestone a 17 meses de prisão e ao pagamento de 652,6 milhões de libras (cerca de R$ 4 bilhões) em compensação a 18 anos de impostos. O magnata de 92 anos estava sendo julgado por sonegação de impostos e declarou-se culpado diante da justiça nesta quinta-feira. Pela idade avançada, entretanto, ele não será detido – a pena em regime fechado foi suspensa por dois anos.

Bernie é acusado de não declarar ao HMRC (Receita e Alfândega de Sua Majestade), órgão fiscal estatal, ativos de 400 milhões de libras ou R$ 2,4 bilhões mantidos em contas em Singapura. Em agosto de 2022, diante do Tribunal de Magistrados de Westminster, Ecclestone se declarou inocente ao juíz Paul Goldsprin alegando não ser “o colono ou o beneficiário de qualquer outro fundo”.

Bernie, que comandou a F1 entre 1978 e 2017, acumulou fortuna que chega a R$ 15,8 bilhões. Seu processo, entretanto, não tem ligação direta com a categoria. O bilionário foi defendido pela advogada Christine Montgomery, que declarou que Ecclestone “se arrepende profundamente dos eventos que levaram ao julgamento”:

– A intenção do Sr. Ecclestone não era evitar o pagamento de impostos. Ele sempre esteve disposto a pagar os impostos devidos. Sua resposta foi um lapso impulsivo de julgamento, ele agora está com saúde frágil e o processo está causando “imenso estresse para ele e para aqueles que o amam”.

 

 

 

 

 

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